Sobre o texto “O que queremos para o futuro das bibliotecas escolares” de Ross Todd e a Gestão das Biblioteca escolar.

Fonte: Going Beyond Survival in a School Library. Acedido em 19/05/2013.

No todo, achei o texto um pouco repetitivo, sobretudo na segunda parte, mas fiz um levantamento do que, para mim, são as ideias chave que caracterizam o novo paradigma das Bibliotecas Escolares.

Aparentemente, estamos todos com dificuldades em recriar as nossas bibliotecas para os desafios do futuro. Dificuldades que surgem quer da gestão prática e técnica de equipamentos no dia-a-dia, quer da incapacidade da comunidade escolar em se ajustar a uma nova realidade.

A biblioteca escolar implica uma nova abordagem ao conhecimento, uma associação entre aprendizagem – bibliotecas – literacias, pelo que se exige essencialmente uma prática baseada na acção, nas evidências (não simpatizo com o termo porque me recorda um passado tonto, menos feliz) e centrada na aprendizagem. Este processo envolve “ousadia” e nós sabemos que nas escolas portuguesas, à portuguesa, a ousadia implica por vezes “carolice”, porque o professor bibliotecário se multiplica em tarefas para além da sua função e disponibilidade. Por outro lado, também, a incompreensão e/ou indiferença dos seus pares faz com que o seu papel como “parceiro-líder” nem sempre seja bem visto uma vez que colide com outras lideranças na escola, que o interpretam como ameaça a uma hierarquia de comando pré-estabelecida, onde há “demasiadas reuniões”…

Mais do que um repositório, a bibliotecas escolar do século XXI fornecem oportunidades de informação e devem “fazem a diferença” real na aprendizagem do aluno, no desenvolvimento da compreensão humana e construção de sentido e de novos conhecimentos. Por isso mesmo, o professor bibliotecário tem que ser pró-activo e factor de ligação entre conexões – acções – evidências. É uma prática centrada na aprendizagem, focada no envolvimento com a informação para a compreensão humana e construção do conhecimento (p. 7)

A partir do estudo que fez sobre as escolas australianas, Todd elenca as principais preocupações/frustrações dos professores bibliotecários, donde destaco: falta de apoio técnico e falta de competências técnicas por parte de professores e alunos. Aliás, sorri quando li as suas palavras, referindo-se aos professores bibliotecários “são perturbados pela tecnologia em todos os sentidos da palavra” (p.9). Como a gestão da informação se faz através de estruturas e redes, pede-se a todos competências na literacia da informação, uma responsabilidade essencial da escola. Trata-se de uma filosofia educativa centrada na aprendizagem através da pesquisa.

Todo o trabalho é de natureza colaborativa, sendo que a biblioteca não serve só para a “hora do conto para os mais novos” (sorri também). Há sim que partilhar conhecimento (procurar uma “powerful partnership: shared learning”) e “encarar as competências TIC, especialmente a componente da literacia da Informação, como transversal a todo o currículo e não considerada apenas nas aulas de informática” (p.9). Todavia, há que não descurar o valor dos recursos impressos: a internet não é o único lugar para fazer pesquisa.

Por fim, gostaria de salientar uma das conclusões de Todd que, curiosamente, coincide com uma preocupação que a Ana Maria e eu partilhamos ontem no moodle: uma das razões do insucesso escolar dos alunos é que estes procuram resultados imediatos, o que não se coaduna com os tempos de literacia da informação e construção do conhecimento na biblioteca escolar.

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