Forum Descoberta B.2.1. Redes concelhias de bibliotecas. Portais e Catálogos coletivos – OPAC

Devo confessar que conheço pouco da rede de bibliotecas escolares do nosso país e menos ainda das redes concelhias ao nível das autarquias. Até à data, trabalhei sempre com bibliotecas universitárias, quer aqui, quer no estrangeiro. Acompanhei a evolução destas, desde os “ficheiros de leitura” em pequenas gavetas ( e não foi há tanto tempo assim…) até à porbase e à web of knowledge. A pouco e pouco fomos modernizando e agora já funcionamos bem em rede e até com o sistema de empréstimo inter-bibliotecas. Claro que umas coisas são gratuitas, outras nem tanto e o acesso a bases de dados especializadas requer assinaturas que pesam cada vez mais nos magros orçamentos…

Quando tive conhecimento de que se pensava pôr as bibliotecas escolares a funcionar em rede fiquei animada. Mas, depressa percebi que a escala é outra, o investimento também, pelo que, e resumindo, não se podem fazer muitas omeletes sem ovos… As bibliotecas escolares para funcionarem bem não podem depender única e exclusivamente de um professor (é humanamente impossível), mas de uma equipa, dotada de serviços técnicos especializados. Não há que ter ilusões. Por muito habilitado e bem intencionado que esteja, o professor bibliotecário precisa de um grau de autonomia de gestão que lhe permita gerir espaços, pessoas e equipamentos. Deve saber fazer um pouco de A a Z, mas não pode fazer todo o abecedário!

Communities

Fonte: “Happy National Library Week”. Summersville Public Library. Acedido em 21/05/2013.