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Comentários aos Textos de Leitura Obrigatória.Testando o Box.

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Comentário ao texto “Introdução à Temática – As redes sociais”

Fonte: “Social networks”. Comicalconcept.com. Acedido em 19/05/2013.

Gostei do texto porque ele oferece uma breve resenha da evolução das redes sociais, desde a Well até ao Facebook, ao mesmo tempo que elenca uma série de vantagens e desvantagens das mesmas. Por fim, aponta para o uso das redes sociais pelas bibliotecas escolares. É claro, sucinto, “right to the point”, como convém, quando não temos muito tempo…

Ignorância minha, nunca tinha ouvido falar do Well, mas lembro-me perfeitamente de experimentar o IRC, numa altura em que não havia nem adsl, nem fibra óptica, pelo que havia uma certa frustração quando aguardávamos tempo demais pela resposta do outro lado…

Também não conhecia o Sixdegrees, nem muitas das outras redes sociais que existem neste momento e que estão tão bem espelhadas no mapa da Fig. 3, p. 6.

Devo dizer que não sou adepta das redes sociais. Aliás, nem dos sms (mas isso é porque sou pouco ágil e levo uma eternidade a usar o teclado do telemóvel…). À antiga, gosto do email porque é mais expedito do que o fax ou o correio normal, e gosto imenso do telefone e de conversar viva voz. E então quando pude aliar a voz à imagem, com o Skype por exemplo, fiquei encantada!

Porque não gosto particularmente das redes sociais? Nunca reflecti muito sobre isso. Será provavelmente porque não sinto a falta, a necessidade? Ou seja, porque as outras ferramentas, ou outros aplicativos que tenho já me chegam? Talvez seja isso. Saberei talvez enumerar os aspectos de que não gosto e que acabam por me afastar.

Pensando no último grito da moda, no Facebook; não gosto do arranjo da página, acho confusa por pretender ser tudo ao mesmo tempo (site, email, blog, privado publico, publicidade, imagem, som); não gosto de estar a ser constantemente importunada por desconhecidos à procura de “amizade” (há dias, uma amiga dizia com graça “os amigos que tenho já me chegam!”); não gosto da expectativa constante, quase que pressão, no sentido de alimentar “a máquina”, há que estar sempre presente, dizer qualquer coisa, mesmo quando apetece “silêncio”… E é que são persistentes mesmo. Faz-me lembrar, às vezes, aquelas testemunhas de algumas fés que não desgrudam da porta… E porque digo isto? Bem, há tempos, cerca de dois anos, por insistência de pessoa amiga, fiz um registo no Facebook porque, dizia ela, só assim teria acesso às fotos maravilhosas que tinha tirado em férias. OK. Registei-me, vi as fotos, agradeci e disse bye, bye. Bem, até hoje ainda recebo, continuamente, na caixa de correio, mensagens a insistir no facto de não estar a usar o facebook ou a informar de que tenho novas fotos e mensagens para ver, novos pedidos de amizade, etc. Não gosto, sobretudo, dessa insistência e ocorre-me 1984 de George Orwell… E aqui chego ao cyberbullying.

O facto de estas redes sociais serem tão livres e tão democráticas, onde tudo é possível, sem controlo, abre portas a abusos. Como noutras situações da vida, as crianças, os jovens, são grupos mais vulneráveis pelas características do seu nível etário, pelo que a supervisão dos adultos é absolutamente necessária. E o problema é que os adultos nem sempre estão presentes, ou porque não podem, ou porque não querem (prefiro a primeira hipótese, mas sabemos que “strange things happen…”). E é precisamente porque nem sempre é possivel assegurar essa necessária supervisão que descordo do uso das redes sociais pelas e nas bibliotecas escolares.

Todos sabemos das limitações que temos nas nossas bibliotecas em termos de recursos humanos. Como já discutimos nos fóruns desta formação, essas limitações manifestam-se não só em número de elementos, como em capacidade técnica. Não são raras as vezes em que as gerações mais novas dominam muito melhor as novas tecnologias do que as suas antecessoras, pelo que antevejo uma incapacidade real de, in loco, precaver ou impedir usos inapropriados das redes sociais na biblioteca escolar.

Concluindo, acho que as redes sociais poderão ter potencial útil para o desenvolvimento das bibliotecas escolares, mas há que ter cautelas. Ainda há muito que fazer e não vale a pena fazer tudo de uma vez só, pois não? Vamos dar um passo de cada vez?