Tarefa final: Relatório “BE 2.0”

Volvidos quarenta posts e muito mais do que trinta horas, aqui ficam as minhas impressões sobre a oficina de formação “A Biblioteca Escolar 2.0”, organizada pelo Centro de formação Maria Borges de Medeiros e que teve lugar entre Abril e Maio de 2013.
“Muitas horas, muito tempo”. São as primeiras ideias que me vêm à mente. Demasiadas horas, demasiado tempo? Sim e não. Sim, face à expectativa de trinta horas (!) criada pelo anúncio da formação e perante a escassa disponibilidade, numa altura do ano lectivo particularmente sobrecarregada com as avaliações finais de seis turmas; Não, tendo em consideração o que aprendi.
Aprendi imenso. Passei a saber utilizar um variado leque de ferramentas da Web 2.0, que serão certamente muito úteis na minha actividade profissional, mesmo não desempenhando funções na biblioteca escolar. Pela primeira vez, criei um blog e, apesar dos muitos contratempos, lá consegui chegar ao fim…
Dificuldades? Muitas. E aqui devo sublinhar um aspecto menos positivo da formação. Tratando-se de um curso com uma componente eminentemente prática e até bastante técnica, julgo que teria sido de toda a justiça atribuir a esta formação um maior número de horas e, consequentemente, mais créditos.
Teriam sido úteis mais algumas sessões presenciais para testagem das diferentes ferramentas e esclarecimento de dúvidas em tempo real (a distância do moodle nem sempre auxilia da melhor forma naqueles momentos em que precisamos apenas de saber onde clicar…). Por outro lado, deveria ter sido previsto um número de sessões autónomas que reflectisse, efectivamente, o tempo necessário à realização do elevado número de tarefas exigidas. Tarefas que, pela sua dificuldade técnica, envolveram, a cada passo, novas dificuldades e capacidade de resposta a dois “espaços” simultaneamente: o blog e a plataforma moodle.
E porque as dúvidas continuam e o desejo de aprender mais também, gostaria muito de aproveitar esta oportunidade para lançar o desafio de uma sequela: “A caminho da Biblioteca Escolar 3.0?”. Considerem-me já inscrita!

Bem haja!

Very Tired...

“I’m so tired”. TheMetaPicture.com. Acedido em 31/05/2013.

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Forum Descoberta B.2.9. Criando websites. Google sites. Wix, e mais

Sites

Fonte: “Use friendly handshake”. Comics of the Week. Wedesigner Depot. Acedido em 21/05/2013.

Confesso que nunca criei um website, mas admiro muito a tecnologia que o permite e tenho visto exemplos muito interessantes nas mais diversas áreas. Claro que as ferramentas que permitem a criação gratuita têm algumas limitações e normalmente “pedem” algo em troca – a publicidade gratuita, às vezes menos própria… E, por vezes, os próprios interessados são os últimos a saber (por desconhecimento, por ingenuidade talvez). Eu própria tive essa experiência com o meu blog, quando oportunamente fui alertada por colegas sobre as “peculiares” características do meu wordpress…maroto.

Sem querer fazer qualquer publicidade, gostaria de partilhar convosco os links para três sites que, na minha opinião, souberam jogar com as ferramentas a seu favor, de forma a cativar o visitante/ o “viewer”. Quer seja recorrendo a uma nota divertida, irónica, comercial ou científica, estes sites jogam bem com o Flash, o que torna os seus sites bastantes dinâmicos. São eles:

Paula Figueiredo. Feito no wix. Gosto particularmente do áudio, da disposição das fotografias no catálogo e do jogo das cores. É alegre, festivo, um pouco infantil até, e facilmente nos esquecemos de que é comercial.

Museu do Louvre. Site oficial do Museu do Louvre. É um site institucional. Informação sempre actualizada sobre as diferentes colecções e exposições. A barra lateral direita permite-nos uma navegação rápida e eficiente ao mesmo tempo que torna a página menos “pesada”, pois retira texto que só é visualizado quando interessa. Já encontrei os créditos graças à ajuda da Maria José. (Many thanks!)

Historica Dominion Institute. Site do institucional. De fácil navegação e boa fonte de materiais em vários suportes: imagem, áudio, vídeo, etc.

E lembrei-me ainda da colecção do Património Mundial da Unesco, que nos é oferecida pelo Google maps/street view.

Forum Descoberta B.2.4. Web-bibliotecas do nosso coração. Library Thing. Goodreads e +

Nada melhor para estimular a leitura!

Acho que este tipo de ferramentas deve ser um must no site/blogue/portal de qualquer biblioteca. Porquê? Porque estimula/incita o/ao gosto pela leitura. O facto de se partilharem as leituras e as impressões sobre essas leituras faz com que os leitores sejam despertados para o desafio, o jogo. Isto, em termos didáticos para os mais novos, é uma boa aposta. E esta reflexão conduz-me à novidade do fan fiction (http://www.fanfiction.net/), onde todos os fans são convidados a dar continuidade às suas leituras, aos seus filmes, etc.

Outra novidade dos últimos tempos é a possibilidade que as bibliotecas oferecem aos autores de partilharem o seu trabalho/a sua investigação com a comunidade, em rede. Deixo-vos o exemplo da Biblioteca da Universidade de Toronto (uma das cinco maiores da América do Norte):

Focus on Research – Share your Research

Outra ferramenta que esta e outras bibliotecas usam (agora também já é moda nos sites dos bancos, por exemplo) é o chat, live:

ask_lg

Ou então a opção por dar voz a Avatares, por exemplo através do Voki. Aqui fica uma pequena aula sobre como se faz:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=Qlk7aWqHre8&w=560&h=315]

Comentário ao texto “Introdução à Temática – As redes sociais”

Fonte: “Social networks”. Comicalconcept.com. Acedido em 19/05/2013.

Gostei do texto porque ele oferece uma breve resenha da evolução das redes sociais, desde a Well até ao Facebook, ao mesmo tempo que elenca uma série de vantagens e desvantagens das mesmas. Por fim, aponta para o uso das redes sociais pelas bibliotecas escolares. É claro, sucinto, “right to the point”, como convém, quando não temos muito tempo…

Ignorância minha, nunca tinha ouvido falar do Well, mas lembro-me perfeitamente de experimentar o IRC, numa altura em que não havia nem adsl, nem fibra óptica, pelo que havia uma certa frustração quando aguardávamos tempo demais pela resposta do outro lado…

Também não conhecia o Sixdegrees, nem muitas das outras redes sociais que existem neste momento e que estão tão bem espelhadas no mapa da Fig. 3, p. 6.

Devo dizer que não sou adepta das redes sociais. Aliás, nem dos sms (mas isso é porque sou pouco ágil e levo uma eternidade a usar o teclado do telemóvel…). À antiga, gosto do email porque é mais expedito do que o fax ou o correio normal, e gosto imenso do telefone e de conversar viva voz. E então quando pude aliar a voz à imagem, com o Skype por exemplo, fiquei encantada!

Porque não gosto particularmente das redes sociais? Nunca reflecti muito sobre isso. Será provavelmente porque não sinto a falta, a necessidade? Ou seja, porque as outras ferramentas, ou outros aplicativos que tenho já me chegam? Talvez seja isso. Saberei talvez enumerar os aspectos de que não gosto e que acabam por me afastar.

Pensando no último grito da moda, no Facebook; não gosto do arranjo da página, acho confusa por pretender ser tudo ao mesmo tempo (site, email, blog, privado publico, publicidade, imagem, som); não gosto de estar a ser constantemente importunada por desconhecidos à procura de “amizade” (há dias, uma amiga dizia com graça “os amigos que tenho já me chegam!”); não gosto da expectativa constante, quase que pressão, no sentido de alimentar “a máquina”, há que estar sempre presente, dizer qualquer coisa, mesmo quando apetece “silêncio”… E é que são persistentes mesmo. Faz-me lembrar, às vezes, aquelas testemunhas de algumas fés que não desgrudam da porta… E porque digo isto? Bem, há tempos, cerca de dois anos, por insistência de pessoa amiga, fiz um registo no Facebook porque, dizia ela, só assim teria acesso às fotos maravilhosas que tinha tirado em férias. OK. Registei-me, vi as fotos, agradeci e disse bye, bye. Bem, até hoje ainda recebo, continuamente, na caixa de correio, mensagens a insistir no facto de não estar a usar o facebook ou a informar de que tenho novas fotos e mensagens para ver, novos pedidos de amizade, etc. Não gosto, sobretudo, dessa insistência e ocorre-me 1984 de George Orwell… E aqui chego ao cyberbullying.

O facto de estas redes sociais serem tão livres e tão democráticas, onde tudo é possível, sem controlo, abre portas a abusos. Como noutras situações da vida, as crianças, os jovens, são grupos mais vulneráveis pelas características do seu nível etário, pelo que a supervisão dos adultos é absolutamente necessária. E o problema é que os adultos nem sempre estão presentes, ou porque não podem, ou porque não querem (prefiro a primeira hipótese, mas sabemos que “strange things happen…”). E é precisamente porque nem sempre é possivel assegurar essa necessária supervisão que descordo do uso das redes sociais pelas e nas bibliotecas escolares.

Todos sabemos das limitações que temos nas nossas bibliotecas em termos de recursos humanos. Como já discutimos nos fóruns desta formação, essas limitações manifestam-se não só em número de elementos, como em capacidade técnica. Não são raras as vezes em que as gerações mais novas dominam muito melhor as novas tecnologias do que as suas antecessoras, pelo que antevejo uma incapacidade real de, in loco, precaver ou impedir usos inapropriados das redes sociais na biblioteca escolar.

Concluindo, acho que as redes sociais poderão ter potencial útil para o desenvolvimento das bibliotecas escolares, mas há que ter cautelas. Ainda há muito que fazer e não vale a pena fazer tudo de uma vez só, pois não? Vamos dar um passo de cada vez?